Engana-se quem julga que o YOGA é apenas mais uma atividade física que podemos praticar no clube de ginástica. Felizmente, nos nossos dias, temos a sorte de ter acesso à prática do yoga praticamente em qualquer ginásio, mas isso não deve banalizar essa valiosa via de auto-aperfeiçoamento do ser humano que, como nos diz o grande Mestre contemporâneo Iyengar, «cultiva o corpo e os sentidos, refina a mente, civiliza a inteligência e vai descansar na alma que é a essência do nosso ser». Esta frase pode dar-nos uma ideia da abrangência da prática do yoga que, começando por nos ensinar a aperfeiçoar e purificar o nosso corpo, através de técnicas concebidas pelos grandes mestres de há milhares de anos, dirigidas aos vários setores físicos: ossos, articulações, músculos, órgãos internos, plexos nervosos, glândulas endócrinas e sistema nervoso central, tem como objetivo primordial o controlo da mente.

De facto, até mesmo a parte mais física e também mais conhecida do yoga, o ásana ou posição, é designada por psico-física porque, para a executar tem de haver uma união perfeita entre o corpo e a mente.

 

Outro aspeto importante da prática do yoga é a respiração, pois as técnicas respiratórias são como que uma ponte entre o corpo e a mente. Não esquecendo o yoganidra, vulgarmente designado por relaxamento, mais eficaz do que o próprio sono para  descanso psicológico, rejuvenescimento das células e assimilação dos benefícios de toda a prática.

 

Para dar uma ideia daquilo que o yoga nos pode proporcionar, nada melhor do que transcrever um agradecimento recentemente recebido de um novo aluno, Luís de Melo, após a sua primeira aula de yoga:
«Srª Professora, gostaria de agradecer-lhe a extraordinária experiência que me proporcionou no meu primeiro contacto com o yoga ontem  Foi realmente um momento de paz, beleza e de encontro comigo mesmo que me fez sentir muito bem. Foi como um despertar de centelha que há muito parecia estar adormecida. Um momento mágico: o ambiente da sala, a aula, a música..  todos os elementos estiveram lá. A caminho de casa sentia-me leve, feliz  e com vontade de partilhar todo este bem-estar com os que mais amo…»

 

Sílvia Andrade
Instrutora de Yoga